quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Hoje não e dia de politica !


Por Marcos César Filho prof: história/advogado

Barack Obama venceu,e eu ainda acredito com orgulho.Agora e hora das cobranças,das piadas das ameaças.Mas hoje não e dia de politica,agora e hora de nos dedicarmos,como os gregos antigos a
"Domar a selvageria dos homens e tornar gentil a vida nesse mundo"

Outros tempos, outros tempos,com fé no todo poderoso,outros tempos...

fica bacana ler o texto e ao mesmo tempo ouvir a música do video !


“A AMEAÇA IRRACIONAL DA VIOLÊNCIA”

Hoje não é dia de política. Eu guardei essa única oportunidade, meu único compromisso de hoje, para falar-lhes brevemente sobre a ameaça irracional que novamente atinge o nosso país e cada uma de nossas vidas.

Isso não diz respeito a nenhuma raça em particular. As vítimas da violência são negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos, famosos e desconhecidos. São, acima de tudo, seres humanos que foram amados por outros seres humanos, os quais necessitavam deles. Ninguém, não importa onde viva ou o que faça, pode certificar quem será a próxima vítima de derramamento de sangue sem sentido. E isso continua sem parar no nosso país.

Por quê? O que se conseguiu com violência até agora? O que a violência criou?
Cada vez que uma vida americana é tirada por outro americano – ainda que seja em nome da lei ou desafiando a lei, por um homem ou grupo, a sangue frio ou por impulso, num ataque de violência ou em resposta à violência – cada vez que rasgamos o tecido da vida que um homem teceu com dor e sofrimento para si mesmo e para seus filhos, a nação inteira se degrada.

Nós ainda toleramos o crescente índice de violência que ignora a humanidade que compartilhamos e nosso desejo de sermos civilizados.
Frequentemente nós defendemos a arrogância e a desordem e o abuso da força; freqüentemente nós desculpamos aqueles que desejam construir suas vidas sobre os sonhos esmagados dos outros.

(…) mas isso é muito claro: violência gera violência, repressão traz retaliação, e somente uma purificação de toda a nossa sociedade pode remover essa doença de nossas almas.

(…) Quando ensinamos um homem a odiar e temer seu irmão, quando ensinamos que ele é inferior por causa de sua cor ou de sua crença ou da política ideológica que professa, quando ensinamos que o diferente ameaça nossa liberdade ou nosso emprego ou nossa família, então você também aprende a olhar o outro não como companheiro, mas como um inimigo (...).

Nossas vidas nesse planeta são muito curtas e o trabalho a ser feito é muito grande para deixar que esse espírito (da violência) siga prosperando no nosso país. É claro que um programa político ou uma resolução não pode simplesmente extinguir isso.

Certamente, esse vínculo de destino comum, esse vínculo de idéias comuns, pode começar a nos ensinar algo. Podemos aprender, ao menos, a olhar aqueles a nossa volta como companheiros, e seguramente podemos começar a trabalhar com mais empenho para curar as feridas entre nós e nos tornamos, nos nossos corações, irmãos e compatriotas novamente.

"Bobby” Kennedy pronunciou essas palavras um dia após o assassinato do Reverendo Martin Luther King.

Sessenta dias depois, ele próprio foi baleado e morto, na noite de 4 de junho de 1968, no Hotel Ambassador.

o video e parte de filme "Bobby" de Emilio Etevez e a música linda,traduz bem o espirito da época.

sua composição e de Simon and Garfunkel e sua reeleitura modesta seria:

O Som do Silêncio

Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar com você novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em minha mente
Ainda permanece
Entre o som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminhei só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob o halo de uma lamparina da rua
Virei minha gola para frio e umidade
Quando meus olhos foram esfaqueados pelo flash
De uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu enxerguei
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem estar falando
Pessoas ouvindo sem estar escutando
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio

"Tolos," digo eu, "vocês não sabem
O silêncio como um câncer cresce
Ouçam as palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio

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