por Marcos Cesar Filho, colaborador, professor de história e advogado
postado em politicadireta@wordpress.com
“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)
Cinco da manhã, acordo e vou dar uma corrida, por incrível que pareça me empolgo, orvalho e muitas idéias, não sou fã de corrida, prefiro a bicicleta e tudo que tenha pedal (inclusive carro) sou bom mesmo em pensar! Ai sim… Penso tanto que tenho câimbra, penso tanto que falo sozinho, penso tanto que acabo me fazendo perguntas que nem eu mesmo consigo responder, ou
talvez, na melhor das hipóteses nem queira.
Tenho um orgulho infeliz de afirmar que ninguém sabe mais sobre a minha vida que eu mesmo (acho que isso não atrapalharia muito se optasse pela política). Gosto (preciso) acreditar que essas característica não são só minhas,digo, quem nunca acordou pela manha se olhou no espelho, e perguntou : O que estou fazendo aqui? Por que estou fazendo isso? É que às vezes eu acho que…
Sei lá…
Sou sincero.Nessa manha penso sobre meus sonhos e temo por eles . Ainda estou aprendendo a quebrar as amarras inúteis, preconceituais, convencionais que muitas vezes me tolhem e continuam a me escravizar, tenho orgulho das pessoas que conseguem ser livres. Quando o homem aprende a enfrentar seus medos ,só assim consegue destrocá-los.
Olho para o relógio, já corri quase uma hora , paro ,enxugo o rosto. Não desfrutei nada. Não prestei atenção na quietude, no sol rubro, na natureza despoluída. Nada!
Sentei e no MP3, Nando Reis me convence a cada verso “quando não tiver mais nada, nem chão, nem estrada, escudo ou espada, o seu coração acordará”.
Tenho que ir trabalhar, estudar, ralar, ralar, ralar… mas penso. A humanidade em nível geral, e doente, nunca tem tempo , e na maioria das vezes, esquecem seus sonhos. E se violentando a cada passo, plenamente convencida que segue a rota certa na corrida da sobrevivência, desencontra a essência da vida, e um dia repara:
“Esqueci de Viver”.
Quero uma vida de sentimentos afetivos, de sonhos realizados, felicidade em qualquer lugar, não quero formas de morte, morte psicológica, lenta ou constrangedora. Quero uma vida no seu sentido mais amplo. Não quero esquecer de viver, quero meus sonhos também.
E você, o que quer fazer antes de morrer ?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
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